O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, entre os dias 15 e 17 de junho, da Cúpula do G7, na França, em um momento marcado por desafios nas relações comerciais do Brasil com os Estados Unidos e a União Europeia. Entre os temas que geram expectativa estão a possível taxação de produtos brasileiros pelos norte-americanos e o veto europeu à importação de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil.
A expectativa se concentra em eventuais encontros bilaterais do presidente brasileiro durante o evento. Com os Estados Unidos, o principal impasse envolve a proposta de tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras, anunciada após investigação comercial conduzida pelo governo do presidente Donald Trump. Até o momento, não há confirmação de uma reunião entre os dois líderes durante a cúpula.
Outro tema sensível é a decisão da União Europeia de proibir, a partir de setembro, a importação de carnes, peixes, mel e outros produtos brasileiros de origem animal. O assunto deve ser tratado pelo governo brasileiro junto às autoridades europeias, embora ainda não esteja confirmado um encontro entre Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Na agenda oficial, Lula participará de sessões voltadas ao desenvolvimento internacional, crescimento econômico e inteligência artificial. O presidente também deverá defender a ampliação do apoio financeiro dos países desenvolvidos às nações em desenvolvimento e voltar a defender reformas em organismos multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas (ONU).
Além das discussões multilaterais, está prevista uma reunião bilateral com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. O encontro pode abrir espaço para avanços nas negociações envolvendo um possível acordo comercial entre o Japão e o Mercosul. O Brasil participa do G7 na condição de país convidado, ao lado de outras nações como Índia, Coreia do Sul, Egito e Quênia.
(Com informações da Agência Brasil)