Embrapa avança em pesquisa de carne cultivada e aposta em produção sustentável de alimentos

Película comestível serve como a tripa para o invólucro de embutidos Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está desenvolvendo tecnologias para a produção de carne cultivada em laboratório, uma alternativa que busca reduzir os impactos ambientais associados à pecuária tradicional. Os estudos envolvem a multiplicação de células animais em ambiente controlado e a criação de estruturas biodegradáveis e comestíveis para o desenvolvimento dos tecidos.

De acordo com a Embrapa, a técnica utiliza pequenas amostras de células retiradas de animais vivos, sem necessidade de abate. Essas células são cultivadas em laboratório, em meio rico em nutrientes e oxigênio, permitindo sua multiplicação e posterior formação de tecidos musculares. A iniciativa é conduzida pela Embrapa Suínos e Aves, em Santa Catarina, e pelo Laboratório de Nanobiotecnologia da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília.

Além da carne cultivada, pesquisadores também desenvolvem alimentos de origem vegetal produzidos por impressão 3D, como protótipos de salmão, lula e caviar. Outra frente de pesquisa envolve a criação de biomateriais feitos a partir de proteínas vegetais, que servem como suporte para o crescimento das células e contribuem para a formação da textura dos alimentos.

Entre os projetos em andamento está uma película comestível destinada à produção de embutidos, funcionando como substituta das tripas convencionais. A expectativa da equipe é concluir o protótipo até 2027, abrindo caminho para futuras parcerias com empresas interessadas na produção em escala industrial.

A carne cultivada já possui regulamentação no Brasil desde 2023, por meio de resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Países como Estados Unidos, Singapura, Israel e Austrália também avançam no desenvolvimento e na comercialização desse tipo de alimento, considerado uma das apostas para atender à demanda global por proteínas de forma mais sustentável.

(Com informações da Agência Brasil)

Joyce Almeida

Joyce Almeida é jornalista formada em 2025, com experiência em jornalismo impresso e digital. Possui vivência na produção de reportagens, entrevistas, redação e revisão de textos, além de habilidades em fotografia, roteirização e edição de vídeos para mídias digitais e institucionais. Sua atuação tem como caraterísticas a versatilidade, organização e compromisso com a informação de qualidade, adaptando conteúdos para diferentes plataformas e públicos, com seriedade e acessibilidade na transmissão da notícia.

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