Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) marcou para o dia 6 de outubro o julgamento dos embargos de declaração apresentados pela ainda prefeita de Francisco Sá, Alini Bicalho (PT), que teve seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral.
Com o julgamento, a expectativa é de que a cassação seja efetivada e Alini deixe o cargo no dia 8 de outubro, encerrando a indefinição que tomou conta do município.
A decisão de aguardar o período eleitoral teria como justificativa evitar o acúmulo de trabalho no cartório eleitoral durante o primeiro turno das eleições de 2026. A medida, no entanto, vem sendo questionada por lideranças políticas de Francisco Sá, principalmente porque o TRE segue julgando embargos relacionados a processos de outros municípios.
Enquanto permanece no cargo, Alini continua praticando atos administrativos. Lideranças locais afirmam estar preocupadas com projetos encaminhados ao Legislativo que podem gerar impacto financeiro sobre o orçamento municipal de exercícios futuros.
A preocupação é que decisões tomadas durante esse período de transição possam comprometer a próxima administração e aumentar as dificuldades para o futuro prefeito.
Diante desse cenário, lideranças políticas estudam acionar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para questionar a demora na efetivação da cassação e pedir maior celeridade na conclusão do caso.
Além das questões administrativas, a indefinição também tem aumentado a tensão política em Francisco Sá, deixando parte da população diante de um cenário de incerteza sobre os rumos do município.
Com o julgamento marcado para 6 de outubro, a expectativa agora é de que o caso tenha um desfecho definitivo e que Francisco Sá possa iniciar uma nova etapa política e administrativa.





















