A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou a Operação Follow para investigar um esquema de falso investimento em criptoativos que teria causado um prejuízo de aproximadamente R$ 6 milhões a uma vítima. A ação foi realizada na quarta-feira (12), com cumprimento de mandados em São Francisco, no Norte de Minas, e em Caruaru, no Agreste de Pernambuco.
Segundo a investigação, a vítima realizou sucessivos aportes financeiros em uma plataforma virtual apresentada como serviço legítimo de investimentos. Os investigados são suspeitos de se passarem por profissionais do mercado financeiro para oferecer supostas oportunidades e convencer a vítima a fazer novos depósitos.
Conforme a Polícia Civil, os valores posteriormente eram convertidos em criptoativos e movimentados por meio de carteiras digitais, corretoras e outras operações realizadas no ambiente virtual.
Rastreamento das transações
A investigação recebeu o nome de Follow em referência à expressão em inglês follow the money, que significa “siga o dinheiro”. A metodologia utilizada pelos policiais envolveu o rastreamento de centenas de transações registradas em blockchain e o cruzamento dessas informações com dados bancários e registros fornecidos por empresas de criptoativos.
Também foram analisados dados digitais, como registros de acesso e outras informações telemáticas. Segundo a PCMG, o cruzamento dos dados permitiu identificar possíveis vínculos entre os investigados e apontar uma divisão de funções no grupo.
As apurações indicaram ainda que diferentes pessoas teriam participado do recebimento, movimentação e conversão de parte dos valores. Os recursos teriam circulado entre criptoativos e moeda corrente.
Mandados e materiais apreendidos
Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, sendo oito em Caruaru e um em São Francisco. Também foram expedidos dois mandados de prisão temporária, um cumprido em Caruaru, com apoio da Polícia Civil de Pernambuco, e outro em Minas Gerais.
Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, computadores, dispositivos de armazenamento, documentos, um veículo, dinheiro em moeda estrangeira e um dispositivo do tipo ledger, utilizado para armazenar e gerenciar chaves de acesso a criptoativos.
Os materiais serão analisados durante o andamento das investigações.
A Polícia Civil continua apurando a participação dos envolvidos e o destino dos valores. O caso é investigado, em tese, pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

















