Minas Gerais concentra maioria dos resgates de trabalhadores em situação análoga à escravidão em agosto

Dos 267 trabalhadores resgatados no Sudeste, 208 estavam em Minas Gerais; Operação Resgate VI retirou 479 pessoas de condições de exploração no país.

Divulgação/Detrae/Ministério do Trabalho e Previdência

Minas Gerais concentrou a maior parte dos resgates de trabalhadores em situação análoga à escravidão realizados no Sudeste durante o mês de agosto. Dos 267 trabalhadores retirados dessa condição na região, 208 foram encontrados em Minas Gerais, segundo dados da Operação Resgate VI, divulgados nesta quarta-feira (9).

Em todo o país, 479 pessoas foram resgatadas entre 1º e 31 de agosto. O número inclui 75 mulheres, 13 crianças ou adolescentes e 66 trabalhadores migrantes de oito países: Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau.

O Sudeste respondeu por 55,7% dos resgates registrados no período. Além de Minas Gerais, a operação também identificou vítimas em outros estados da região.

A maior parte dos casos ocorreu em áreas rurais, que concentraram 292 resgates. Entre as atividades econômicas com mais trabalhadores encontrados em condições análogas à escravidão estão o cultivo de café, com 53 vítimas, seguido pelas plantações de cebola, com 47, batata-inglesa, com 44, e outras culturas de lavoura temporária, com 43.

Na área urbana, foram resgatadas 178 pessoas, sendo que a construção civil respondeu por 85 casos, quase metade dos registros urbanos.

Fiscalizações resultaram em R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas

Durante a operação, empregadores foram notificados para interromper as atividades e regularizar os contratos de trabalho. As verbas trabalhistas e rescisórias devidas aos trabalhadores chegam a R$ 1,4 milhão.

Também foram emitidos 1.836 autos de infração, além de ordens de interdição e embargo de atividades consideradas de grave risco à saúde e à integridade física dos trabalhadores.

A Operação Resgate reúne Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Polícia Federal (PF), Defensoria Pública da União (DPU) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A força-tarefa foi criada em 2021.

Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

(Com informações da Agência Brasil)

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Joyce Almeida

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