A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (11), a Operação “EGEIA V”, com o objetivo de identificar e prender criminosos envolvidos em crimes de abuso sexual infantojuvenil. A ação resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Governador Valadares (MG), expedido pelo Juízo da 2ª Vara Federal.
As investigações, realizadas em ambiente cibernético, identificaram que o investigado armazenava e compartilhava imagens e vídeos contendo cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes. Durante o cumprimento da ordem judicial, o homem foi preso em flagrante por possuir material com registros desse tipo de crime, que é considerado hediondo pela legislação brasileira.
De acordo com a Polícia Federal, o trabalho de inteligência digital foi essencial para rastrear as atividades ilícitas e reunir provas sobre a participação do suspeito nas redes de compartilhamento de conteúdo abusivo.
A instituição também reforçou a importância da colaboração da sociedade na denúncia de casos de violência contra menores. Segundo a PF, qualquer cidadão pode acionar os canais oficiais de denúncia, como o Disque 100 ou as delegacias especializadas, sempre que suspeitar de situações de abuso ou exploração.
Embora o termo “pornografia” ainda conste na Lei nº 8.069/1990 (ECA) para definir o tipo de crime, a Polícia Federal destacou que a comunidade internacional tem adotado as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual infantojuvenil”, que descrevem com mais precisão a gravidade e a violência dessas práticas.
A corporação também fez um alerta aos pais e responsáveis sobre os riscos presentes no ambiente digital. A PF recomenda que os adultos mantenham conversas abertas com crianças e adolescentes sobre o uso seguro da internet, redes sociais, jogos e aplicativos, além de monitorar de perto as atividades online como forma de prevenção e proteção. “A proteção da infância é um dever de todos. O diálogo e a vigilância ativa são as principais barreiras contra o aliciamento e o abuso”, destacou a Polícia Federal em nota.