O governo federal elevou, no início deste mês, as alíquotas de importação sobre mais de mil produtos comprados no exterior, com aumento de até 7,2 pontos percentuais. A medida atinge principalmente bens de capital — como máquinas e equipamentos industriais — e itens de informática e telecomunicações, incluindo smartphones.
Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão foi tomada após crescimento de 33,4% nas importações desses produtos desde 2022. De acordo com a pasta, a participação dos importados no consumo interno ultrapassou 45% no fim do ano passado, o que justificaria a medida como forma de fortalecer a indústria nacional.
Apesar da alta nas tarifas, empresas poderão solicitar redução temporária para alguns itens específicos até 31 de março, com autorização provisória de até 120 dias.
Produtos atingidos
Entre os itens que tiveram aumento de imposto estão:
• Tratores
• Robôs industriais
• Telefones celulares
• Empilhadeiras
• Aparelhos de tomografia computadorizada
• Turbinas para embarcações
• Máquinas de impressão
• Cartuchos de tinta
• Fornos industriais
• Bombas para combustíveis e lubrificantes
• Geradores de gás
• Reatores
• Caldeiras
• Plataformas de perfuração
• Equipamentos de ressonância magnética
• Máquinas para fabricação de calçados
• Máquinas para produção têxtil
• Distribuidores de fertilizantes
• Painéis com LCD ou LED
• Câmeras para uso médico ou técnico
Representantes do setor de importação avaliam que o aumento pode encarecer investimentos e gerar reflexos em cadeias produtivas, com possível impacto nos preços ao consumidor final. Já o Ministério da Fazenda afirma que o efeito na inflação tende a ser limitado, por se tratar majoritariamente de bens utilizados na produção, e que a medida pode contribuir para equilibrar a concorrência e reduzir a dependência de produtos estrangeiros.