Jovens lideram preferência por emprego com carteira assinada, aponta pesquisa da CNI

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Mesmo com o crescimento de novas formas de trabalho, como aplicativos e atividades autônomas, os jovens brasileiros são o público que mais prefere empregos com carteira assinada. É o que mostra uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta o modelo regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) como o mais desejado, especialmente entre quem está no início da carreira.

De acordo com o levantamento, 41,4% dos trabalhadores entre 25 e 34 anos preferem o emprego formal, índice superior à média geral. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 38,1% também apontam a CLT como a melhor opção, reforçando a busca por estabilidade e segurança profissional.

No cenário geral, 36,3% dos brasileiros que procuraram emprego recentemente escolheram a carteira assinada como modelo ideal. Em seguida aparecem o trabalho autônomo (18,7%), o emprego informal (12,3%) e o trabalho por plataformas digitais (10,3%). Abrir o próprio negócio (9,3%) e atuar como pessoa jurídica (6,6%) também foram citados.

Segundo a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão, a preferência pelo emprego formal está diretamente ligada aos benefícios oferecidos. “Embora novas modalidades de trabalho estejam crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam, portanto, sendo um diferencial relevante mesmo em contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, afirma.

Entre os jovens, essa tendência é ainda mais evidente, já que o início da trajetória profissional costuma vir acompanhado da necessidade de maior previsibilidade financeira e proteção social.

A pesquisa também indica que o trabalho por aplicativos é visto, na maioria dos casos, como uma fonte complementar de renda. Apenas 30% dos entrevistados consideram essa atividade como principal meio de sustento.

Outro dado relevante é o alto nível de satisfação no mercado de trabalho: 95% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos com o emprego atual, sendo que 70% se dizem muito satisfeitos. Em contrapartida, 4,6% estão insatisfeitos e 1,6% muito insatisfeitos.

Esse cenário ajuda a explicar a baixa mobilidade no mercado. Apenas 20% dos trabalhadores buscaram outra oportunidade recentemente. Entre os jovens de 16 a 24 anos, esse percentual sobe para 35%, enquanto entre pessoas com mais de 60 anos cai para 6%.

O tempo no emprego também influencia: 36,7% dos trabalhadores com menos de um ano na função procuraram outra vaga, contra apenas 9% daqueles com mais de cinco anos no mesmo trabalho.

Realizada pelo Instituto Nexus em parceria com a CNI, a pesquisa ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025.

(Com informações da Agência Brasil)

Joyce Almeida

Joyce Almeida é jornalista formada em 2025, com experiência em jornalismo impresso e digital. Possui vivência na produção de reportagens, entrevistas, redação e revisão de textos, além de habilidades em fotografia, roteirização e edição de vídeos para mídias digitais e institucionais. Sua atuação tem como caraterísticas a versatilidade, organização e compromisso com a informação de qualidade, adaptando conteúdos para diferentes plataformas e públicos, com seriedade e acessibilidade na transmissão da notícia.

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