A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu a bandeira tarifária amarela para o mês de maio, o que implica cobrança adicional na conta de luz. De acordo com a Cemig, o cenário exige maior atenção dos consumidores para evitar aumento no valor final.
Com a mudança, será aplicado um custo extra de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Segundo a Cemig, a adoção da bandeira amarela ocorre em função da redução das chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que diminui a geração de energia por hidrelétricas e demanda o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.
De acordo com a Cemig, o consumo de energia está diretamente ligado à potência dos equipamentos e ao tempo de uso, e pequenas mudanças na rotina podem contribuir para reduzir gastos ao longo do mês.
Entre as orientações repassadas pela companhia está a redução do tempo de banho e o uso de temperaturas mais baixas no chuveiro elétrico, especialmente em períodos mais frios, quando o consumo tende a aumentar. Segundo a Cemig, o equipamento é um dos principais responsáveis pelo impacto na conta de energia.
A empresa também recomenda evitar abrir a geladeira com frequência e não armazenar alimentos quentes, além de ajustar o termostato em níveis adequados. Outra medida indicada é utilizar eletrodomésticos, como máquinas de lavar, com a capacidade máxima, reduzindo a quantidade de ciclos e o consumo.
De acordo com a Cemig, aparelhos em modo de espera continuam consumindo energia, por isso a orientação é desligá-los da tomada quando não estiverem em uso. A companhia também destaca a importância de optar por equipamentos mais eficientes, com melhor classificação energética, e substituir lâmpadas convencionais por modelos de LED, que apresentam menor consumo.
O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015 pela Aneel, sinaliza mensalmente as condições de geração de energia no país e é aplicado a todos os consumidores brasileiros.
(Com informações da Cemig)