Uma mulher, de 22 anos, foi presa preventivamente, nessa segunda-feira (17), em Pedra Azul, no Norte de Minas, suspeita de aplicar golpes contra idosos e outras pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), seis vítimas já foram identificadas durante as investigações.
A prisão ocorreu após a Justiça autorizar o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Durante a operação, os policiais recolheram um celular, uma máquina de cartão de crédito e outros materiais que podem auxiliar na apuração dos crimes.
De acordo com a investigação, a suspeita teria utilizado um mesmo padrão de atuação para abordar principalmente idosos, pessoas analfabetas e vítimas com pouca familiaridade com operações bancárias.
Conforme a PCMG, ela se apresentava como intermediadora de empréstimos ou correspondente bancária. A partir dessa abordagem, conseguia acesso a documentos, informações pessoais e contas bancárias e, posteriormente, realizava ou induzia as vítimas a fazer transferências não autorizadas.
Entre os casos investigados está o de uma mulher de 32 anos, que afirmou ter descoberto empréstimos que não autorizou e movimentações financeiras realizadas em sua conta.
Outro caso envolve um homem de 62 anos, analfabeto, que procurou a investigada para receber auxílio na contratação de um empréstimo. Depois disso, foram identificadas operações bancárias feitas sem o consentimento dele.
A polícia também apura a situação de uma pessoa idosa com deficiência que teve cinco empréstimos contratados em seu nome e ainda passou a receber cobranças relacionadas a supostas taxas de operação.
A PCMG informou que a mulher havia sido indiciada formalmente em março deste ano por crimes semelhantes. Mesmo assim, segundo os investigadores, ela teria voltado a praticar fraudes nos meses seguintes.
A continuidade das suspeitas de fraude levou a Polícia Civil a solicitar a prisão preventiva. A corporação orienta que outras possíveis vítimas procurem uma unidade policial para relatar os casos.
As investigações permanecem em andamento para identificar outras vítimas e esclarecer a extensão dos prejuízos.
(Com informações do G1 Grande Minas)

















