Polícia Civil deflagra nova fase da Operação Vox Vacua e apreende bens de organização criminosa que aplicava golpes em pessoas vulneráveis

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou nesta quarta-feira (17), em Espinosa, no Norte de Minas, a segunda fase da Operação Vox Vacua, voltada para o desmantelamento de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em uma série de crimes, incluindo estelionato majorado, lavagem de dinheiro, uso de documentos falsos, associação criminosa e litigância predatória.

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados judiciais de sequestro de bens vinculados ao grupo. Entre os itens apreendidos estão veículos de alto valor como uma BMW X3, um Jet Ski Sea-Doo com carretinha, uma motocicleta, além de dois caminhões — um deles localizado em uma pedreira na cidade de Urandi, na Bahia. Também foram recolhidos documentos, contratos, dados bancários e dispositivos eletrônicos que serão analisados pelas autoridades.

Esquema articulado e vítimas vulneráveis

De acordo com a investigação, a organização criminosa atuava com uma estrutura sofisticada e segmentada em núcleos operacionais, jurídicos e logísticos. O grupo se especializava em aplicar golpes financeiros contra vítimas em situação de vulnerabilidade social, como idosos, pessoas com deficiência e analfabetos.

Segundo a PCMG, os criminosos utilizavam empresas de fachada, escritórios camuflados como assessorias jurídicas e documentos falsificados, como procurações adulteradas, para dar aparência de legalidade às fraudes. Por meio dessas estruturas, promoviam ações judiciais fraudulentas e movimentavam bens das vítimas de forma ilícita.

Declarações da PCMG

O delegado Eujécio Coutrim, responsável pela condução da operação, enfatizou a complexidade do esquema e a frieza com que os crimes eram executados.

“Estamos lidando com uma organização que opera com alto grau de sofisticação e frieza. Usavam conhecimento jurídico e recursos tecnológicos para enganar pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Essa segunda fase da operação visa estrangular o fluxo financeiro da organização e aprofundar a responsabilização criminal dos envolvidos.”

Coutrim também informou que novas vítimas estão sendo ouvidas e que a apuração seguirá com o aprofundamento das diligências e análise do material apreendido.

“As investigações continuam e novas diligências não estão descartadas.”

A Operação Vox Vacua segue como uma das principais frentes da PCMG no combate à criminalidade financeira e à exploração de pessoas em condição de fragilidade social.

Diovane Barbosa

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