Trio é preso por envolvimento em roubo milionário de café no Norte de Minas

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu três homens suspeitos de participar do roubo de 120 toneladas de café de uma fazenda em Várzea da Palma, no Norte do estado. O crime, ocorrido no dia 22 de junho, resultou em um prejuízo estimado em R$ 4 milhões à vítima.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (29), o delegado João Victor Leite revelou detalhes da ação, considerada extremamente organizada e violenta. Cerca de 15 criminosos armados, incluindo fuzis, invadiram a propriedade rural, mantiveram oito funcionários como reféns e utilizaram drones e rádios comunicadores para coordenar o assalto e monitorar os arredores.

Durante o roubo, um dos trabalhadores da fazenda foi agredido fisicamente pelos assaltantes. A mesma quadrilha é suspeita de outro ataque com características semelhantes na cidade de Campos Altos.

Como parte das investigações, a Polícia Civil bloqueou R$ 1,3 milhão das contas dos suspeitos e apreendeu 40 veículos — entre caminhões, carretas e caminhonetes de alto padrão — avaliados em aproximadamente R$ 8 milhões.

Dois dos detidos, pai e filho, foram localizados na cidade de Paracatu (MG). O homem de 60 anos teria fornecido suporte logístico ao grupo por meio de sua empresa de transporte. Já o filho, de 35 anos, possui passagens por organização criminosa, furto qualificado e receptação. O terceiro suspeito, de 41 anos, foi preso em Tupaciguara (MG) e já tinha antecedentes por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e extorsão.

Segundo o delegado, dois dos presos estariam diretamente envolvidos na execução do assalto. Informações sobre o paradeiro completo da carga não foram divulgadas para não comprometer as investigações, que seguem em andamento.

“Nosso foco agora é sufocar financeiramente a quadrilha e garantir que a vítima seja ressarcida”, explicou João Victor. Até o momento, 50 toneladas de café foram recuperadas em Coromandel (MG) e devolvidas ao produtor. Duas carretas utilizadas no crime também foram apreendidas.

A Polícia Civil continua os trabalhos para identificar e prender os demais integrantes da organização criminosa.

Diovane Barbosa

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