Uma ação da Polícia Civil de Minas Gerais resultou na apreensão de aproximadamente 1,8 tonelada de maconha e no desmantelamento de uma estrutura utilizada para cultivo e processamento da droga em uma área rural de Francisco Sá, no Norte do estado. A operação ocorreu nesta quinta-feira (4) e contou com apoio aéreo, drones e equipes especializadas.
A descoberta foi consequência de investigações iniciadas após o sequestro de uma mãe e sua filha ocorrido no fim de maio, em Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha. Durante as buscas pelas vítimas, policiais localizaram uma extensa área de plantio de cannabis entre os municípios de Virgem da Lapa e Coronel Murta, onde três suspeitos foram presos em flagrante por envolvimento com o tráfico de drogas.

Com o avanço das apurações, os investigadores passaram a rastrear possíveis ligações da plantação já encontrada com outras áreas de produção na região. O trabalho de inteligência identificou um novo ponto suspeito em Francisco Sá.
Para chegar ao local, as equipes utilizaram imagens captadas por drones e apoio da Coordenação Aerotática da Polícia Civil. A operação mobilizou dezenas de agentes, viaturas e um helicóptero.
Segundo a corporação, quando os policiais chegaram à propriedade, alguns suspeitos conseguiram escapar por uma área de vegetação fechada. Apesar disso, a identificação dos envolvidos segue sendo apurada e as investigações continuam.
Além da grande quantidade de entorpecente, os policiais encontraram uma estrutura considerada sofisticada para o cultivo da droga. O local possuía sistema de irrigação, equipamentos de geração de energia, placas solares, bombas de captação de água, conexão à internet e maquinário utilizado na produção.
Parte da maconha já estava pronta para ser comercializada, enquanto outra parcela passava pelas etapas finais de processamento.
De acordo com a Polícia Civil, as características da estrutura encontrada em Francisco Sá são semelhantes às verificadas na plantação descoberta anteriormente na região de Virgem da Lapa. A suspeita é de que os dois locais integrem uma mesma organização criminosa especializada na produção em larga escala da droga.
Os investigadores acreditam que o grupo tenha investido elevados recursos financeiros para manter as áreas de cultivo e a infraestrutura necessária para a operação. Com a apreensão, o prejuízo causado à organização pode alcançar milhões de reais.
Após os trabalhos periciais, a droga e os equipamentos apreendidos foram destruídos conforme previsto na legislação. A incineração contou com apoio do Corpo de Bombeiros.
A operação reuniu policiais das delegacias de Araçuaí, Montes Claros e Pedra Azul, além de equipes da Coordenação Aerotática da Polícia Civil. Ao todo, 24 agentes participaram da ação.