A Azul Linhas Aéreas, que por anos figurou entre as companhias mais bem avaliadas do país, tem sido alvo de críticas crescentes por parte de passageiros devido a atrasos, cancelamentos e ao aumento das tarifas. A insatisfação é ainda maior em Montes Claros, no Norte de Minas, cidade que se consolida como o segundo maior polo farmacêutico do Brasil e se prepara para assumir a liderança na América Latina.
Atualmente, a ligação entre Montes Claros e Belo Horizonte é operada por aeronaves do modelo ATR, que têm gerado reclamações de usuários pela limitação de conforto e pela recorrência de atrasos. “É um descaso com o passageiro. Tenho que viajar com frequência para Belo Horizonte e, quase sempre, enfrento algum tipo de problema: atrasos, cancelamentos ou informações desencontradas. Além disso, o avião é pequeno, barulhento e o espaço entre as poltronas é muito apertado. A gente paga caro e não tem um serviço à altura do que o mercado de Montes Claros hoje representa”, desabafou uma empresária da área farmacêutica que preferiu não se identificar.
Enquanto isso, as companhias Gol e Latam mantêm voos regulares apenas entre Guarulhos (SP) e a capital São Paulo. Diante do cenário, autoridades mineiras têm intensificado o diálogo com o vice-presidente da Gol, Joaquim Constantino, para discutir a possibilidade de retomada dos voos diretos entre Belo Horizonte e Montes Claros.
A expectativa é de que a ampliação da oferta de rotas possa melhorar a conectividade aérea da região e atender à crescente demanda do setor empresarial e turístico, fortalecendo o desenvolvimento econômico do Norte de Minas.