Alerta em Minas Gerais: boletim epidemiológico aponta avanço de Dengue, Chikungunya e Zika no Estado

O Aedes aegypti encontra condições ideais para reprodução no calor e em recipientes com água parada - Foto: Arquivo / Agência Brasil

A Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco chama atenção para o novo Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), que registra números preocupantes de casos confirmados de Dengue, Chikungunya e Zika em 2025. O alerta ocorre em meio ao início do período de chuvas e altas temperaturas, condições favoráveis para a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Até o dia 4 de novembro, Minas Gerais contabilizou 158.819 casos prováveis de dengue, sendo 112.953 já confirmados. O Estado investiga 46 óbitos e já confirmou 135 mortes pela doença neste ano. Os dados reforçam a gravidade da situação e a necessidade de intensificação das ações preventivas.

Em relação à febre Chikungunya, foram registrados 18.505 casos prováveis, com 18.996 confirmações. Há um óbito em investigação e cinco mortes confirmadas pela doença em território mineiro.

Já o vírus Zika contabiliza 62 casos prováveis e 26 confirmações, sem registro de óbitos até o momento.

A SES-MG disponibiliza o documento completo em seu portal institucional.
» Clique aqui e confira o Boletim Epidemiológico atualizado em 4/11/2025.

Perigo cresce com o calor

O Aedes aegypti encontra condições ideais para reprodução no calor e em recipientes com água parada. Por isso, autoridades de saúde reforçam que a população deve redobrar os cuidados nesta época do ano. Agentes municipais já ampliam as ações de vistoria, orientação e eliminação de focos.

Sintomas e transmissão

A dengue, identificada no Brasil pela primeira vez em 1986, pode variar de quadros assintomáticos a manifestações graves. Febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos e manchas são sinais comuns. Transmissão vertical e por transfusão de sangue também podem ocorrer.

A Chikungunya, transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, provoca febre de início súbito e fortes dores articulares, podendo causar incapacidade temporária.

O Zika vírus, identificado no país em 2015, apresenta sintomas semelhantes, com febre baixa, manchas vermelhas e coceira, podendo evoluir para complicações neurológicas em casos específicos.

Procure atendimento

Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde. A identificação precoce reduz complicações e contribui para o controle epidemiológico.

Como combater o mosquito

A população pode desempenhar um papel determinante contra a proliferação do Aedes aegypti. Entre as recomendações estão: Tampar tonéis e caixas-d’água, Manter calhas limpas, Guardar garrafas viradas para baixo, Manter lixeiras fechadas, Instalar telas em ralos, Limpar e preencher pratos de vasos com areia, Higienizar potes de água de animais e Remover água acumulada em áreas de serviço.

Quando moradores identificarem focos que não possam ser eliminados, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

Com o avanço dos números e a proximidade das chuvas, os municípios reforçam o pedido de mobilização coletiva para evitar uma escalada ainda maior dos casos nos próximos meses. O combate ao mosquito é responsabilidade de todos.

Fonte: SES-MG
*Com informações de Associação Mineira de Municípios (AMM)

Américo Borges

Américo Borges é jornalista formado pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (FUNORTE). Com ampla experiência em comunicação, já atuou em portais de notícias, rádio e também como assessor de imprensa em órgãos públicos. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a informação de qualidade e a valorização do jornalismo regional.

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