A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigava as ameaças de morte feitas contra o jornalista Maicon Tavares, em Montes Claros. O autor das ameaças, identificado como A. D. O., indígena natural do município de Manga (MG), confessou o crime e foi indiciado pelo artigo 147 do Código Penal (ameaça).
De acordo com o relatório policial, o suspeito entrou em contato com a corporação e admitiu ter feito as ameaças pelas redes sociais, direcionadas ao jornalista. Ele declarou estar arrependido e chegou a manifestar interesse em se retratar, mas o acordo não foi concretizado, conforme informou a advogada da vítima, Dra. Karolina Lopes.

O documento, assinado pela delegada Mônica de Oliveira Paiva Brandi, aponta que há provas suficientes da autoria e materialidade do crime. Diante disso, foi determinada a expedição do boletim individual (PC-10) e o encaminhamento dos autos à Justiça Pública da Comarca de Montes Claros, para as devidas providências legais.
O acusado, que atualmente mora em Sales (SP) e trabalha em uma usina, não possui antecedentes criminais, segundo a Polícia Civil.

O caso ganhou grande repercussão após o jornalista divulgar publicamente que vinha sendo ameaçado em razão de matérias investigativas e denúncias de interesse público.
A advogada da vítima, Dra. Karolina Lopes, ressaltou a importância da conclusão do inquérito:
“O indiciamento confirma a seriedade das ameaças sofridas pelo jornalista e demonstra o comprometimento das instituições na proteção de profissionais de imprensa. A atuação das autoridades foi técnica e fundamentada, e esperamos que o processo judicial siga com celeridade, garantindo que episódios como este não se repitam.”
O jornalista Maicon Tavares também se pronunciou após a decisão, destacando a necessidade de respeito ao trabalho da imprensa e à liberdade de expressão:
“A liberdade de imprensa é um pilar essencial da democracia. Nenhum profissional deve ser ameaçado por exercer o seu papel de informar com responsabilidade e ética. Continuarei trabalhando com firmeza e confiança na Justiça.”