Um homem de 27 anos, apontado como líder de uma organização criminosa envolvida em empréstimos ilegais, cobranças abusivas e extorsões mediante violência e grave ameaça, foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nessa sexta-feira (7/). A ação foi desencadeada em Janaúba, no Norte do estado, como parte de uma operação que já vinha sendo monitorada há meses.
De acordo com a delegada responsável pelas investigações, Glênia Balieira Torres Aquino, o grupo atuava oferecendo empréstimos de pequenos valores, com foco em pessoas de baixa renda. Os juros, entretanto, eram extremamente altos, tornando as dívidas praticamente impagáveis. “As vítimas, quando não conseguiam quitar os valores, eram ameaçadas, agredidas e tinham seus bens tomados como forma de suposto pagamento”, explicou Aquino. Segundo ela, a atuação do grupo era “cruel”, explorando vulnerabilidades econômicas e gerando clima de medo na comunidade.
Início das investigações
As apurações avançaram após um episódio registrado em 11 de outubro deste ano, quando um adolescente de 17 anos e um homem de 22, também suspeitos de integrar a organização, efetuaram disparos de arma de fogo contra o portão de uma residência para intimidar um possível devedor. A ação foi capturada por câmeras de segurança, resultando na apreensão do menor e na prisão do maior de idade.
Na residência usada pelo grupo criminoso, a polícia encontrou grande quantidade de dinheiro, notas promissórias, documentos de penhor, dezenas de celulares, além de um revólver calibre 38 com numeração suprimida e diversas munições.
Estrutura criminosa
Com base nos elementos reunidos, a PCMG constatou que o grupo era organizado, operando sob fachada empresarial. Além de depósitos e cobranças, os integrantes seguiam hierarquia definida e estariam envolvidos em:
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Uso de armas de fogo
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Corrupção de menores
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Comercialização irregular de celulares
O homem preso em outubro já havia sido indiciado por crimes como organização criminosa, extorsão, corrupção de menores, posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida, agiotagem e receptação, entre outros.
Mais de 300 vítimas
A Polícia Civil instaurou um novo inquérito para aprofundar as investigações, diante da possibilidade de que mais de 300 pessoas tenham sido exploradas financeiramente pelo esquema.
As investigações continuam, e novas prisões não estão descartadas.