Santa Casa de Montes Claros realiza mutirão de cateterismo e inaugura novas salas de Hemodinâmica

O investimento totaliza mais de R$ 10 milhões aplicados com recursos próprios, contemplando a reforma e humanização de todo o espaço para ampliar o atendimento de alta complexidade na região

A saúde pública do Norte de Minas ganhou um importante reforço nesse fim de semana com a inauguração de duas novas salas de Hemodinâmica na Santa Casa de Montes Claros e a realização de um mutirão voltado para pacientes do SUS. O investimento totaliza mais de R$ 10 milhões aplicados com recursos próprios, contemplando a reforma e humanização de todo o espaço para ampliar o atendimento de alta complexidade na região.

A importância da nova estrutura reflete diretamente na assistência aos pacientes. Entre abril de 2025 e março de 2026, mais de mil pessoas com infarto agudo do miocárdio foram atendidas pela instituição.

Para o médico cardiologista intervencionista Gustavo Monteiro Soares, o cateterismo coronariano é o exame padrão-ouro na cardiologia intervencionista, pois diagnostica obstruções nas artérias coronárias. “Essas obstruções podem levar ao infarto agudo do miocárdio, reconhecido como a principal causa de mortalidade no Brasil e no mundo”, ele destaca  

O médico cardiologista intervencionista Daniel Silva Ramos explicou que a instituição conta agora com duas salas equipadas com tecnologias de ponta, como o sistema da Philips e do Albert Einstein, que proporcionam maior segurança de imagem e diagnósticos mais assertivos. “Essas máquinas têm uma precisão de imagem de alta tecnologia, com Dynamic CT e polígrafo, uma imagem mais assertiva para a gente ter um diagnóstico mais precoce, decisivo para fazer o melhor tratamento para o nosso paciente”, pontuou o médico. Ele ressaltou ainda que existe uma fila de cerca de 250 pacientes, e a equipe já iniciou o mutirão com 40 cateterismos diários para zerar a demanda com a maior rapidez possível. 

A iniciativa faz toda a diferença para quem aguardava na fila de espera, como o embalador agrícola Orlando Santana. Há 12 anos ele realizou o procedimento pela primeira vez e relatou sentir novamente fraqueza nas pernas e dores no peito. “O médico já despachou direto para cá para fazer. Eu fiz, agradeço a Deus que eu não tinha condições de pagar para fazer, e agora de novo fazer de novo porque eu tô sentindo o mesmo problema”, declarou Orlando. 

A professora Cássia Fernanda Durães, que estava na fila há dois meses após apresentar sintomas cardíacos decorrentes da Covid-19, também celebrou a oportunidade de realizar o exame. “No início a gente fica bem ansiosa, mas depois foi muito tranquilo. Se não fosse o mutirão, ia demorar mais um tempinho para estar fazendo o cateterismo”, comemorou. 

Segundo a enfermeira intervencionista Adriane Neves, o fluxo de atendimento foi estruturado para otimizar os casos elegíveis. “O paciente que tiver lesões que são passíveis de fazer angioplastia, se essa angioplastia ela puder ser eletiva, esse paciente já vai sair daqui com uma guia e com a data desse procedimento. O paciente que tiver lesões com obstruções graves, esse paciente já vai ficar internado e com o planejamento de realizar a sua angioplastia”, detalhou.

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Denise Jorge

Comunicação Estratégica e Assessoria — Jornalista graduada pela FUNORTE, com MBA em Gestão de Estratégia Empresarial e Pós-graduação em Marketing e Redes Sociais. Com sólida trajetória na gestão de imagem e produção de conteúdo, atuo como Assessora de Comunicação com foco em estratégias que conectam marcas e causas. Minha atuação é voltada para a gestão estratégica da informação, garantindo uma comunicação de impacto que valoriza a imagem institucional, promove a clareza e fortalece a conexão entre marcas, órgãos públicos e a comunidade.