Militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) seguem atuando nas operações de busca e salvamento na Venezuela, país atingido por fortes terremotos na última semana. O balanço divulgado nesta quinta-feira (2) aponta que as equipes localizaram e retiraram dos escombros os corpos de cinco vítimas desde o início da missão.
Segundo a corporação, três resgates foram realizados no dia 30 de junho e outros dois na quarta-feira (1º). As operações contam com o apoio de cães farejadores e equipamentos especializados para acesso a estruturas colapsadas, além do uso de maquinário pesado quando necessário para garantir a segurança das equipes.
Ao todo, 31 bombeiros militares de Minas Gerais integram a força-tarefa brasileira enviada para apoiar os trabalhos de resposta ao desastre. Antes de iniciar qualquer retirada, os profissionais fazem uma análise das edificações para verificar a estabilidade das estruturas e reduzir o risco de novos desabamentos.
Além dos desafios provocados pelas construções destruídas, os militares enfrentam temperaturas que variam entre 24°C e 31°C, com sensação térmica superior a 32°C. As equipes também seguem protocolos de biossegurança devido à presença de poeira, resíduos e matéria orgânica em decomposição, fatores que aumentam o risco de doenças respiratórias e infectocontagiosas.
A atuação ocorre de forma integrada com equipes internacionais mobilizadas para atender as áreas mais afetadas pelos terremotos, principalmente nas regiões de La Guaira e Caracas. Entre as atividades desenvolvidas estão a localização e retirada de vítimas, estabilização de estruturas comprometidas, atendimento pré-hospitalar, apoio logístico e coordenação das ações de resposta ao desastre.
Os terremotos, registrados em sequência no último dia 24, alcançaram magnitudes de 7,2 e 7,5, conforme o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). De acordo com o governo venezuelano, cerca de 800 edificações sofreram colapso total ou parcial. O desastre já deixou aproximadamente 1.500 mortos, enquanto estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas.