A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, venda e uso de uma série de produtos considerados irregulares no país. A decisão consta na Resolução-RE nº 1.098, publicada em 19 de março de 2026 e já está valendo.
De acordo com o órgão, as irregularidades incluem ausência de registro sanitário, origem desconhecida, inconsistências em lotes e falhas nos processos de produção, o que pode comprometer a segurança dos consumidores.
Entre os produtos afetados está o Truzaro, medicamento à base de tirzepatida utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e no controle de peso, que vinha sendo comercializado sem autorização. Também foram identificadas unidades falsificadas do lote BA088217 do Saizen, fabricado pela Merck S/A.
A Anvisa ainda determinou a retirada de todos os produtos da marca GNH Pharma, que não possuem registro e não apresentam informações adequadas sobre o fabricante.
Outro grupo atingido pela medida são itens à base de “óleo ozonizado”, divulgados com supostos fins terapêuticos, mas sem qualquer autorização sanitária no Brasil.
Além disso, a resolução aponta problemas em dois laboratórios. No Biometil Ltda., foram constatadas falhas em etapas essenciais da produção e no controle de qualidade. Já a Bio Meds Pharmaceutica Ltda. foi autuada por comercializar medicamentos manipulados prontos para venda, sem prescrição individualizada, prática proibida pelas normas sanitárias.
A determinação inclui a apreensão dos produtos e proíbe sua fabricação, distribuição, propaganda e uso, atingindo empresas, comerciantes e também pessoas que façam divulgação.
A Anvisa orienta que consumidores verifiquem sempre se medicamentos e produtos de saúde possuem registro antes da compra, como forma de evitar riscos à saúde.