A Arquidiocese de Montes Claros divulgou uma nota de esclarecimento sobre a realização das celebrações religiosas das Festas de Agosto e a responsabilidade pela Capela do Rosário, localizada na Praça Portugal, no Centro da cidade. O documento, assinado pelo padre Gledson Eduardo de Miranda Assis e datado de 10 de agosto de 2026, busca esclarecer aos fiéis e à imprensa quais autoridades religiosas respondem pelas atividades realizadas no templo.
Segundo a nota, a Capela do Rosário, conhecida popularmente como “Igrejinha dos Catopês”, pertence à Igreja Católica Apostólica Romana e está sob a tutela da Arquidiocese de Montes Claros. O espaço é utilizado para parte das atividades religiosas ligadas às tradicionais festas de agosto, que, conforme o documento, são realizadas há mais de 180 anos e fazem parte da história e da cultura do município.
A Arquidiocese informou que autorizou a utilização da capela, a pedido da Secretaria Municipal de Cultura, para as celebrações relacionadas aos Reinados de São Benedito, Nossa Senhora do Rosário e do Divino Espírito Santo, previstas entre a noite de 13 de agosto e a tarde de 16 de agosto.
A nota também esclarece que, desde janeiro de 2024, a Capela do Rosário está vinculada à Paróquia Mãe Rainha, no bairro Santa Lúcia. O templo também foi designado como sede física e espiritual da Pastoral Universitária da Arquidiocese.
Com isso, a administração da capela está sob responsabilidade da Paróquia Mãe Rainha.
As celebrações religiosas previstas para a capela estarão sob responsabilidade e presidência do padre Fernando Soares de Almeida, sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana e integrante do clero arquidiocesano.
Um dos principais pontos da nota é o alerta para que fiéis e veículos de comunicação tenham cuidado com possíveis confusões envolvendo lideranças e grupos religiosos que não estão ligados ou em comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana.
O documento cita um esclarecimento publicado pela Assessoria de Comunicação da Arquidiocese em 2023 e uma nota pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), de 2011, sobre o uso de termos e símbolos tradicionalmente associados à Igreja Católica Apostólica Romana.
A Arquidiocese ressalta, porém, que o objetivo do comunicado é preventivo e cautelar e não representa intolerância religiosa ou falta de abertura ao diálogo com outras doutrinas. A nota afirma que a Igreja Católica Apostólica Romana mantém uma perspectiva ecumênica e valoriza o diálogo.
Ao final, o padre Gledson Eduardo de Miranda Assis reforçou o pedido de colaboração para a preservação da Capela do Rosário e das Festas de Agosto, classificadas no documento como um patrimônio imaterial de Montes Claros.

















