O país contabilizou 2.322 acidentes de origem elétrica em 2025, com 725 mortes, mantendo pelo terceiro ano consecutivo o número de ocorrências acima de 2 mil. Os dados são do Anuário de Acidentes de Origem Elétrica 2026, divulgado pela Abracopel, e acendem alerta para os riscos no uso da energia no dia a dia.
Os incêndios de origem elétrica lideraram em número de registros, com 1.304 casos e 60 mortes. Já os choques elétricos apresentaram maior gravidade, com 917 ocorrências e 646 mortes, resultando em taxa de letalidade próxima de 70%.
Grande parte dos acidentes está relacionada a situações comuns, como intervenções próximas à rede elétrica, atividades da construção civil e uso inadequado de instalações. Práticas como ligações irregulares, podas de árvores sem orientação técnica e instalação de antenas também estão entre as principais causas.
Em Minas Gerais, foram registradas 52 ocorrências e 34 mortes por choques elétricos. Apesar de ter a menor taxa de letalidade da região Sudeste, de 65%, os números ainda são considerados preocupantes.
Segundo a Cemig, muitos acidentes poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção. O gerente de Saúde e Segurança Corporativa da empresa, José Firmo do Carmo Júnior, destaca que a conscientização da população ainda é um desafio.
De acordo com ele, atitudes como manter distância da rede elétrica, evitar fios improvisados, não manusear equipamentos em condições inadequadas e não realizar ligações clandestinas são essenciais para reduzir os riscos.
Como parte das ações preventivas, a Cemig firmou um acordo de cooperação técnica com o CREA-MG. A parceria, com duração de 60 meses, prevê troca de informações, capacitação, operações conjuntas e ações educativas para ampliar a fiscalização e prevenir acidentes em obras próximas à rede elétrica.
O levantamento também mostra crescimento expressivo ao longo dos anos: em 2013, início da série histórica, foram registradas 1.038 ocorrências e 631 mortes, números significativamente menores que os atuais.