A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), a Operação Veredas Gerais para investigar possíveis crimes eleitorais praticados no município de Bonito de Minas durante as eleições municipais de 2024. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos por determinação do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).
Segundo a PF, as investigações apuram suspeitas de captação ilícita de votos e transporte irregular de eleitores envolvendo um agente político que atualmente exerce interinamente a chefia do Poder Executivo municipal.
De acordo com a investigação, o suspeito teria prometido vantagens em troca de votos, incluindo a oferta de materiais de construção para cinco integrantes de uma mesma família que vivia em uma residência precária na zona rural da cidade. Ainda conforme a Polícia Federal, o imóvel teria desabado após fortes chuvas e o material prometido não foi entregue.
Os investigadores também apuram o suposto pagamento a um motorista responsável pelo transporte ilegal de eleitores durante o período eleitoral. Conforme a PF, ele teria recebido orientações sobre trajeto, veículo utilizado e pontos de embarque e desembarque para evitar fiscalização das autoridades.
Além dos crimes eleitorais, a operação investiga possível prática de ameaça contra a pessoa responsável por denunciar os fatos às autoridades. O caso foi encaminhado ao TRE-MG devido à prerrogativa de função relacionada ao cargo ocupado pelo investigado.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos R$ 55 mil em dinheiro, celulares e documentos.
Segundo a Polícia Federal, os fatos podem configurar crimes previstos no artigo 299 do Código Eleitoral, referente à captação ilícita de sufrágio; no artigo 11 da Lei nº 6.091/1974, sobre transporte irregular de eleitores; e no artigo 147 do Código Penal, que trata do crime de ameaça.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para o esclarecimento completo dos fatos.