Arquidiocese de Montes Claros inicia processo de beatificação de Madre Maria Angélica da Eucaristia

A Arquidiocese de Montes Claros e o Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo VI deram início ao processo de beatificação de Madre Maria Angélica da Eucaristia, religiosa reconhecida por sua trajetória de fé, dedicação à vida religiosa e serviço à comunidade. A abertura oficial da fase diocesana ocorreu durante uma celebração que reuniu fiéis, religiosos, familiares e amigos.

A cerimônia marcou a instalação do Tribunal da Causa de Beatificação e Canonização, etapa que dá início à investigação sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade da religiosa. O processo será conduzido por uma comissão responsável por reunir documentos, testemunhos e outras informações que poderão subsidiar a análise da Igreja Católica.

Durante a celebração, o arcebispo de Montes Claros, Dom José Carlos de Souza Campos, destacou que o objetivo do processo é apresentar o exemplo de vida da religiosa como inspiração para os fiéis.

O Frei Patrício Sciadini também ressaltou as virtudes de Madre Maria Angélica, enfatizando sua capacidade de ouvir, acolher e compartilhar o sofrimento das pessoas, características que marcaram sua missão religiosa.

O tribunal responsável pela fase diocesana é composto pelo padre Gladysson Eduardo de Miranda Assis, delegado episcopal; pelo cônego Carlos Henrique Moreira de Souza, promotor de Justiça; por Ronaldo Brigini, notário atuário; Analícia Ferreira, notária adjunta; e Paolo Vilotta, vice-postulador da causa.

Quem foi Madre Maria Angélica da Eucaristia

Nascida em 23 de dezembro de 1931, na cidade de Grão Mogol, com o nome de Sophia Maria Esteves de Mello, Madre Maria Angélica ingressou na vida religiosa em 1950, no Carmelo Nossa Senhora Aparecida, em Belo Horizonte. Após professar os votos solenes, participou da fundação do Carmelo de Olinda, em Pernambuco.

Em 1977, foi enviada para Montes Claros, onde fundou o Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo VI. Ao longo de décadas, exerceu funções de liderança e dedicou-se à formação de novas religiosas, sendo lembrada pela simplicidade, espírito de oração, acolhimento e confiança na providência divina.

Madre Maria Angélica da Eucaristia faleceu em 2 de junho de 2018, em Montes Claros. Segundo a Arquidiocese, deixou um legado de fé, oração e amor à Igreja que permanece vivo entre as religiosas e fiéis da região. A partir de agora, a fase diocesana reunirá provas e depoimentos que serão encaminhados ao Vaticano para análise nas próximas etapas do processo de beatificação.

Diovane Barbosa

Destaques