Especialistas defendem cautela na resposta do Brasil ao tarifaço dos Estados Unidos

Foto: Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters

A decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país reacendeu o debate sobre a possibilidade de o Brasil recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica. Especialistas, no entanto, avaliam que uma eventual resposta do governo deve ocorrer de forma cautelosa e priorizando a negociação diplomática.

A legislação, sancionada em 2025, permite ao governo brasileiro adotar medidas de retaliação contra países que imponham barreiras comerciais ao Brasil. Apesar disso, o uso da norma depende de análises técnicas, consultas públicas e negociações internacionais antes de qualquer decisão prática.

Entre as medidas previstas pela lei estão a aplicação de restrições sobre serviços, investimentos, acordos comerciais e até a suspensão de regras relacionadas à propriedade intelectual. Especialistas alertam, porém, que uma reação precipitada pode elevar custos para consumidores e empresas brasileiras, já que eventual taxação sobre produtos norte-americanos tende a encarecer importações utilizadas pela indústria nacional.

A avaliação é de que o governo deve concentrar esforços na negociação técnica com os Estados Unidos, utilizar a Lei da Reciprocidade como instrumento de pressão e buscar novos mercados para reduzir a dependência das exportações ao país norte-americano. Também está em estudo um programa da ApexBrasil para ampliar mercados internacionais aos setores afetados pelas tarifas.

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, o cenário eleitoral no Brasil e nos Estados Unidos também deve influenciar o ritmo das negociações, tornando improvável uma resposta imediata por parte do governo brasileiro.

(Com informações do G1)

Joyce Almeida

Joyce Almeida é jornalista formada em 2025, com experiência em jornalismo impresso e digital. Possui vivência na produção de reportagens, entrevistas, redação e revisão de textos, além de habilidades em fotografia, roteirização e edição de vídeos para mídias digitais e institucionais. Sua atuação tem como caraterísticas a versatilidade, organização e compromisso com a informação de qualidade, adaptando conteúdos para diferentes plataformas e públicos, com seriedade e acessibilidade na transmissão da notícia.

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