Um homem, de 26 anos, e uma mulher, de 32, morreram carbonizados após o carro em que estavam sair da pista e pegar fogo durante uma perseguição policial na noite desse sábado (1º), na zona rural de Pedras de Maria da Cruz, no Norte de Minas. Segundo a Polícia Militar, o motorista é suspeito de atropelar a companheira, obrigá-la a entrar no veículo e fugir após o crime. O caso é investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 23h14 após o pai da vítima procurar a Guarda Municipal informando que a filha, Maisa Ferreira de Almeida, de 32 anos, havia sido atropelada pelo companheiro, Gedeanderson da Silva Almeida, de 26 anos, e levada à força em um carro.
Testemunhas e familiares relataram que, após atingir a mulher com o automóvel, o suspeito colocou a vítima ferida no banco do passageiro e fugiu sem prestar socorro.
Durante o rastreamento, os militares localizaram o veículo no bairro Vila Maria. O motorista desobedeceu à ordem de parada e iniciou uma fuga em alta velocidade pelas ruas da cidade. Após perderem o contato visual com o carro, os policiais retomaram as buscas com apoio de denúncias de moradores, que indicaram a direção tomada pelo suspeito.
Ainda conforme a PM, equipes de municípios vizinhos, como Lontra e Japonvar, foram mobilizadas para montar um cerco nas vias de acesso. Antes de chegar ao bloqueio, o condutor perdeu o controle da direção, saiu da pista e caiu em uma ribanceira às margens da rodovia que liga Pedras de Maria da Cruz a Januária. Em seguida, o veículo foi tomado pelas chamas.
Uma testemunha informou aos policiais que viu o carro na ribanceira e ouviu pedidos de socorro de uma mulher logo após o acidente. No entanto, o fogo se alastrou rapidamente, impedindo qualquer tentativa de resgate.
Quando o Corpo de Bombeiros de Januária chegou ao local, o automóvel já estava completamente destruído. Os corpos do casal foram encontrados carbonizados no interior do veículo.
Durante a perseguição, policiais relataram ter ouvido estampidos semelhantes a disparos de arma de fogo vindos da direção do carro. Apesar disso, segundo a perícia, nenhuma arma foi localizada entre os destroços.
Familiares da vítima informaram à Polícia Militar que o relacionamento era marcado por episódios de violência doméstica e comportamento agressivo do suspeito. Eles relataram ainda que, horas antes da fuga, o homem teria agredido Maisa, batendo a cabeça dela contra uma parede, mas a polícia não foi acionada naquele momento.
A perícia da Polícia Civil realizou os levantamentos no local e encaminhou os corpos ao Instituto Médico Legal (IML). O caso será investigado pela 10ª Delegacia de Polícia Civil de Januária, que apura a dinâmica dos fatos e as circunstâncias da morte do casal.