Oito presos em nova fase da operação “Efeito Dominó” no Norte de Minas

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), com apoio da Polícia Militar, prendeu oito pessoas durante a segunda fase da operação Efeito Dominó, deflagrada nesta quinta-feira (25/9) em municípios do Norte de Minas. A ação teve como foco o combate ao tráfico de drogas, homicídios, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão em Porteirinha, Riacho dos Machados, Serranópolis de Minas e Montes Claros. Entre os materiais recolhidos, estão câmeras usadas por criminosos para monitorar a movimentação policial, duas armas de fogo, drogas e dinheiro. Seis dos alvos foram detidos em flagrante por tráfico e posse ilegal de armas, enquanto os outros dois foram presos em razão de ordens judiciais de prisão temporária e preventiva.

Investigações e esquema financeiro

As apurações tiveram início a partir da prisão de um casal já condenado por tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de capitais. Ele cumpre pena de 19 anos e dez meses, enquanto ela foi sentenciada a sete anos e nove meses. A partir da análise das movimentações financeiras dos dois, o Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro (LAB/LD) da PCMG identificou uma rede mais ampla, envolvendo um foragido da Justiça e seu sucessor, apontados como responsáveis por manter a estrutura criminosa ativa na região.

Segundo a polícia, entre 2022 e 2024 foram detectadas movimentações suspeitas que ultrapassam R$ 1,8 milhão. Os levantamentos também apontam para a participação de um vereador, que teria movimentado mais de R$ 200 mil em conjunto com um dos condenados. As transações ocorreram em período eleitoral, o que levanta a suspeita de que recursos ilícitos possam ter sido usados em campanha. O parlamentar segue sendo investigado.

Estrutura da operação

Mais de cem policiais participaram da ofensiva, que contou com apoio das coordenações Aerotática (CAT), utilizando helicópteros, e de Operações com Cães (COC), com dois cães farejadores. A Polícia Militar também colaborou com equipes da Rocca (Rondas Ostensivas com Cães).

De acordo com o delegado André Brandão, responsável pelo inquérito, a operação busca consolidar provas para responsabilizar criminalmente os envolvidos e enfraquecer organizações que atuam há anos na região.

Após os procedimentos de polícia judiciária, os oito detidos foram encaminhados ao sistema prisional.

Diovane Barbosa

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