A Penitenciária de Francisco Sá, no Norte de Minas, tornou-se a primeira unidade do estado a operar sob as novas regras da Resolução nº 718/2026 da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que endurece o controle sobre presos ligados a facções criminosas. A medida, já em vigor, marca o início da implementação do modelo estadual de segurança máxima e posiciona a região como piloto de uma estratégia considerada central no combate ao crime organizado.
A unidade já funciona com adaptações estruturais e operacionais que seguem a nova regulamentação, incluindo bloqueadores de sinal de celular, videomonitoramento ampliado e protocolos mais rígidos de controle interno. O objetivo é impedir a comunicação dos detentos com o mundo externo e interromper a articulação de crimes a partir do sistema prisional.
Entre as principais mudanças está o fim do contato físico nas visitas, que passam a ocorrer exclusivamente de forma virtual ou em parlatórios com separação total. Todas as interações são monitoradas, e está proibida a entrada de alimentos, itens de higiene ou qualquer outro material entregue por familiares — assistência que passa a ser fornecida integralmente pelo Estado. O atendimento jurídico continua garantido, mas com restrições adicionais e sem contato físico.
A experiência em Francisco Sá servirá de base para a ampliação do modelo a outras cinco penitenciárias mineiras, que deverão ser adaptadas ao padrão em até 180 dias. A proposta segue a Lei Federal Antifacção e busca concentrar presos faccionados em unidades específicas, aumentando o controle e reduzindo a influência dessas organizações dentro e fora das prisões.
Com a iniciativa, o Norte de Minas passa a ocupar papel estratégico na política de segurança pública estadual, ao sediar a primeira unidade com esse nível de rigor e tecnologia voltado ao enfrentamento direto das facções criminosas.
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