Polícia Civil indicia homem por feminicídio após conclusão de investigação em Indaiabira

Foto: Polícia Civil de Minas Gerais

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que apurou o feminicídio de uma mulher ocorrido no dia 14 de maio, na zona rural de Indaiabira, no Norte de Minas, e indiciou o companheiro da vítima pelo crime. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Taiobeiras, apontaram que a vítima foi morta durante a madrugada dentro da residência do casal, localizada em uma fazenda. Segundo a Polícia Civil, ela foi atingida diversas vezes na cabeça e no rosto com um pedaço de madeira enquanto dormia.

Após o crime, o suspeito fugiu e foi localizado pela Polícia Militar escondido em uma área de mata próxima à propriedade. Ele foi preso em flagrante.

Durante a investigação, a Polícia Civil identificou um histórico de violência doméstica e familiar. Testemunhas relataram agressões recorrentes sofridas pela vítima ao longo do relacionamento.

Os levantamentos também apontaram que, cerca de três meses antes do crime, a mulher procurou atendimento médico após sofrer graves ferimentos na cabeça, que exigiram sutura com 14 pontos. Na ocasião, ela informou ter sofrido uma queda. No entanto, segundo a investigação, os elementos reunidos indicam que as lesões podem estar relacionadas ao contexto de violência doméstica.

Laudos periciais constataram ainda a existência de lesões antigas em diferentes estágios de evolução, reforçando a suspeita de agressões anteriores. A Polícia Civil também verificou que o investigado havia sido preso em flagrante em 2022 por tentativa de feminicídio contra a mesma companheira. Na ocasião, ele teria utilizado um facão para agredi-la. Após a soltura, o casal retomou o relacionamento.

Com base nas provas reunidas e nos laudos periciais, que afastaram a versão apresentada pelo investigado de uma suposta queda acidental, a Polícia Civil o indiciou por feminicídio qualificado por meio cruel e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

A delegada responsável pelo caso, Mayra Coutinho, destacou que a investigação revelou um longo histórico de violência de gênero e reforçou a importância das denúncias e do acionamento da rede de proteção às mulheres. Segundo ela, a violência doméstica tende a se agravar com o tempo e, quando não interrompida, pode resultar em consequências irreparáveis.

Joyce Almeida

Joyce Almeida é jornalista formada em 2025, com experiência em jornalismo impresso e digital. Possui vivência na produção de reportagens, entrevistas, redação e revisão de textos, além de habilidades em fotografia, roteirização e edição de vídeos para mídias digitais e institucionais. Sua atuação tem como caraterísticas a versatilidade, organização e compromisso com a informação de qualidade, adaptando conteúdos para diferentes plataformas e públicos, com seriedade e acessibilidade na transmissão da notícia.

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