AGU orienta agentes públicos sobre condutas vedadas nas eleições de 2026

Foto: Antônio Augusto/Ascom/TSE

A Advocacia-Geral da União publicou uma cartilha com orientações a agentes públicos e gestores sobre práticas proibidas durante o período eleitoral de 2026, com foco na prevenção de irregularidades e no uso adequado da máquina pública.

O documento reforça que é vedado divulgar ou contribuir para a disseminação de informações falsas, sob risco de caracterização de abuso de poder político e econômico. Também proíbe o uso de bens e serviços públicos em benefício de candidaturas, além da participação em atos de campanha durante o horário de expediente. No caso de ocupantes de cargos eletivos, eventos oficiais não podem ser transformados em atividades eleitorais.

A cartilha destaca ainda a necessidade de observância dos princípios da administração pública — legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência —, especialmente no contexto eleitoral, quando o impacto das manifestações de autoridades pode influenciar o debate público e a confiança nas instituições.

Segundo a AGU, também é proibido utilizar a visibilidade e o prestígio do cargo para autopromoção com finalidade político-eleitoral ou para associar realizações institucionais a méritos pessoais. Mesmo quando não configuram infração eleitoral, essas condutas podem ser enquadradas como infrações éticas.

Intitulada “Cartilha Eleitoral: Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições 2026”, a publicação chega à 11ª edição e traz orientações práticas sobre temas como abuso de poder, improbidade administrativa, propaganda eleitoral, uso de bens públicos e gestão de recursos.

O material inclui ainda um calendário com as principais datas do período eleitoral, além de capítulos específicos sobre combate à desinformação, uso ético das redes sociais e regras para propaganda na internet, autorizada apenas a partir de 16 de agosto.

De acordo com a AGU, o objetivo é contribuir para uma atuação pública responsável e alinhada ao interesse coletivo, garantindo a lisura do processo eleitoral e o fortalecimento das instituições.

Joyce Almeida

Joyce Almeida é jornalista formada em 2025, com experiência em jornalismo impresso e digital. Possui vivência na produção de reportagens, entrevistas, redação e revisão de textos, além de habilidades em fotografia, roteirização e edição de vídeos para mídias digitais e institucionais. Sua atuação tem como caraterísticas a versatilidade, organização e compromisso com a informação de qualidade, adaptando conteúdos para diferentes plataformas e públicos, com seriedade e acessibilidade na transmissão da notícia.

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