Após 12 anos de vida política, o senador Rodrigo Pacheco afirmou na última sexta-feira, 29, que não pretende disputar nenhum cargo nas eleições de 2026, encerrando assim seu ciclo na vida pública. A declaração foi feita durante participação em um evento do Grupo Lide, em São Paulo.
Segundo o senador, a decisão não foi tomada de forma repentina. Pacheco explicou que sempre enxergou a política como uma fase com começo, meio e fim, e afirmou que chegou o momento de deixar a vida pública. “Eu tenho muito desapego ao poder. Não preciso da política para viver e para sobreviver”, declarou.
A decisão vai na contramão do movimento comum em Brasília, onde muitos políticos buscam permanecer no poder por mais tempo. Pacheco afirmou que já tinha esse planejamento desde o início do primeiro mandato e que se sente tranquilo ao encerrar essa etapa da trajetória política.
Durante o evento, o senador também criticou o atual cenário político brasileiro, que, segundo ele, tem sido marcado por crises artificiais e disputas intensificadas pelas redes sociais. Ao comentar a falta de regulamentação das plataformas digitais, afirmou que o ambiente virtual “virou uma terra sem lei”.
Pacheco demonstrou preocupação com o clima das eleições de 2026, que, na avaliação dele, devem ser marcadas pela polarização política e pelo uso da inteligência artificial na disseminação de ataques e desinformação.
Mesmo deixando a política, o senador afirmou acreditar no surgimento de novas lideranças em Minas Gerais. Entre os nomes citados por ele estão o empresário Josué Gomes, o ex-procurador Jarbas Soares e a ex-prefeita Marília Campos como possíveis figuras para futuras disputas no estado.
Antes de encerrar o mandato, Rodrigo Pacheco disse que ainda pretende se dedicar a pautas relacionadas à regulamentação da inteligência artificial e às mudanças nas relações de trabalho no país.