Rio de Janeiro, 8 de agosto de 2025 – O renomado sambista Arlindo Cruz faleceu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A notícia foi confirmada por sua esposa, Babi Cruz.
O artista estava internado desde o final de maio deste ano, após ser diagnosticado com pneumonia. O quadro evoluiu para uma infecção causada por bactéria resistente, agravando seu estado de saúde e reduzindo sua resposta a estímulos.
Em março de 2017, Arlindo sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico que o afastou dos palcos e deixou sequelas permanentes, incluindo paralisia parcial, traqueostomia e alimentação por sonda. Desde então, passou a depender de cuidados intensivos, com hospitalizações recorrentes e tratamentos específicos, como o uso de óleo de cannabis desde 2022, além de internações frequentes por complicações respiratórias.
Nos últimos meses, seu estado se deteriorou ainda mais. Ele sofreu uma parada cardíaca em julho, que durou cerca de 15 minutos, e apresentava falência de órgãos como rins, fígado e pâncreas. Também havia sinais de comprometimento cardíaco.
Legado
Arlindo Cruz deixa um legado marcante para o samba e o pagode brasileiros. Ex-integrante do grupo Fundo de Quintal, construiu uma carreira solo de grande sucesso, com músicas que marcaram gerações, como “Meu Lugar”, “Bagaço da Laranja” e “O Show Tem Que Continuar”. Seu último projeto artístico, “Pagode 2 Arlindos”, foi lançado em 2017, em parceria com seu filho Arlindinho.
Em 2023, foi homenageado pela escola de samba Império Serrano, que levou para a Sapucaí o enredo “Lugares de Arlindo”, inspirado em sua trajetória e ligação com o samba.
Arlindo era casado com Babi Cruz desde 2012, relacionamento que durou mais de duas décadas. Ele deixa dois filhos: Arlindinho e Flora Cruz.