A construção da ponte sobre o Rio São Francisco, na MG-402, entre os municípios de São Francisco e Pintópolis, alcançou 50% de execução e avança como uma das principais obras de infraestrutura em andamento no Norte de Minas. Com 1.120 metros de extensão, a estrutura deve substituir a travessia por balsas e facilitar o deslocamento de pessoas e mercadorias na região.
Nesta quarta-feira (1º), o andamento dos trabalhos foi acompanhado pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões, durante agenda no Norte do estado. Além da ponte, o projeto prevê a implantação de um acesso pavimentado com pouco mais de três quilômetros, ligando os dois municípios e melhorando a conexão pela MG-402.
A expectativa é que a nova travessia reduza o tempo de viagem, aumente a segurança para quem utiliza a rodovia e fortaleça a integração entre cidades do Norte de Minas. A obra também deve beneficiar produtores rurais, transportadores e moradores que dependem diariamente da ligação entre as duas margens do Rio São Francisco.
Segundo informações do Governo de Minas, a construção recebe investimento de R$ 220 milhões e já gerou cerca de 2,6 mil empregos diretos e indiretos, movimentando a economia regional durante a execução dos serviços.
Os trabalhos seguem em diferentes frentes. A infraestrutura da ponte, responsável pela sustentação da estrutura, está com cerca de 85% dos serviços concluídos. Os pilares e demais elementos da mesoestrutura já ultrapassaram a metade da execução, enquanto a superestrutura (formada pelas vigas, tabuleiro e pista de rolamento) avança gradativamente.
Morador da região, o lavrador Hércio Francisco da Rocha afirmou que aguardava a construção da ponte há décadas e acredita que a obra trará melhorias para quem vive às margens do Rio São Francisco, facilitando o acesso entre os municípios e impulsionando o desenvolvimento regional.
Considerada uma reivindicação histórica da população, a ligação entre São Francisco e Pintópolis deverá ampliar as oportunidades econômicas no Norte de Minas ao facilitar o transporte de cargas e melhorar a logística da região. O empreendimento é financiado com recursos do Acordo de Reparação firmado após o rompimento da barragem em Brumadinho.