Uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 115 milhões por meio de golpes e lavagem de dinheiro foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal nesta quarta-feira (4). A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de São Paulo, Bertioga e São Sebastião, no estado de São Paulo, e em Ilhéus, na Bahia.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 115 milhões em valores pertencentes aos investigados.
As investigações começaram em maio de 2026, após uma denúncia feita por uma vítima moradora de Taguatinga, no Distrito Federal. Segundo a apuração, a pessoa realizou pagamentos com cartão de crédito e transferências via Pix após ser abordada por integrantes do grupo.
Golpe começava com falsa ligação de gerente
De acordo com o delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, a vítima recebeu uma ligação de uma pessoa que se apresentou como gerente de sua agência bancária e informou sobre supostas movimentações suspeitas na conta.
Na sequência, o falso gerente indicou outro indivíduo, que se passava por delegado responsável pela investigação. Juntos, os suspeitos teriam convencido a vítima a realizar pagamentos e transferências para o grupo criminoso.
“A vítima procurou a Delegacia relatando que recebeu uma ligação de pessoa se passando pelo gerente de sua agência, que relatava movimentações suspeitas em sua conta. Depois indicou um suposto delegado que estaria investigando o esquema e os dois, em conjunto, passaram a manipular a vítima para que ela fizesse diversos pagamentos e transferisse dinheiro para esse grupo criminoso. No total, essa vítima teve um prejuízo superior a R$ 200 mil”, explicou o delegado.
Empresas eram utilizadas para lavagem de dinheiro
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou um esquema de empresas que, segundo a apuração, recebiam os valores obtidos com os golpes e eram utilizadas para a lavagem de capitais.
Até o momento, cinco integrantes do grupo foram identificados e são alvos das medidas judiciais. As diligências também buscam apreender materiais e bloquear os valores relacionados às atividades investigadas.
“Até o momento foram identificados cinco integrantes desse grupo criminoso que estão sendo alvos das medidas de busca e apreensão e sequestro de valores. Após a apreensão desses objetos e cumprimento das ordens judiciais, as investigações vão continuar visando identificar os outros integrantes do grupo criminoso”, afirmou Thiago Boeing.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato, organização criminosa e lavagem de capitais. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos
*Com informações do Agência Brasil
Escrito por Taylor Henrique sob supervisão de Denise Jorge.



















