Olá, meu leitor.
Como está indo este início de ano? Está acelerando ou indo devagar? Este é aquele momento de traçar metas, não é mesmo? Até já falamos sobre algo parecido por aqui, e esse não é exatamente o assunto de hoje, mas é sempre importante lembrar: não faça metas mirabolantes. Seja realista. Trace objetivos possíveis dentro do seu contexto.
Lembro-me de uma homilia de um padre amigo meu, o Rogério. Hoje ele mora na cidade de Assaí, no estado do Paraná, mas, quando ainda estava em Montes Claros, eu participava de uma missa em que ele dizia algo como: “Não fique perdido na vida, tenha metas.” Guardei essa frase e nunca mais esqueci. Desejo a você, meu leitor, muita sabedoria na hora de traçar seus caminhos e objetivos.
Vem comigo: sobe na garupa da moto filosófica e vamos viajar juntos nesta reflexão de segunda-feira.
Outro dia, eu estava em viagem e, dentro do ônibus, aproveitava o tempo para ler algumas notícias. Uma delas me deixou profundamente chocado. Era a história da menina Viktoria, de origem ucraniana, que, por causa da guerra com a Rússia, precisou se afastar de seu país. Sozinha e com saudades de casa, é natural que o psicológico de uma jovem fique abalado. Viktoria, então, passou a compartilhar suas dores com o ChatGPT. É isso mesmo, meu leitor: ela desabafava com uma inteligência artificial.
Viktoria se mudou com a mãe da Ucrânia para a Polônia aos 17 anos, depois que a Rússia invadiu seu país. Longe dos amigos, longe da vida que levava em sua terra natal, passou a enfrentar sérias dificuldades emocionais.
Meses depois, infelizmente com a saúde mental fragilizada, Viktoria começou a discutir com a inteligência artificial sobre suicídio. Que situação triste. Sem ninguém por perto para ajudá-la, a jovem sofreu sozinha.
O mais grave é que a inteligência artificial teria começado a “orientar” a moça sobre a morte. Isso é alarmante. Será que estamos, de fato, prestando atenção em nossas crianças e adolescentes, ou estamos permitindo que se tornem reféns de uma tecnologia usada de forma desenfreada? Atenção a isso, gente. Você tem observado que tipo de conteúdo seu filho acessa na internet? Isso é muito sério.
O caso da jovem ucraniana é apenas um entre centenas investigados por portais de jornalismo investigativo. É urgente despertar para esse tema: chatbots de inteligência artificial, como o ChatGPT, podem apresentar riscos, e precisamos estar atentos para evitar que situações graves aconteçam. Esses robôs são projetados para conversar com usuários e gerar conteúdo a partir de solicitações, mas, em alguns casos, acabam “aconselhando” jovens a tirar a própria vida, fornecendo informações erradas sobre saúde e outros assuntos igualmente perigosos.
Reitero: atenção nisso, gente. Todo cuidado é pouco.
Graças a Deus, Viktoria não seguiu as “orientações da I.A.” e, posteriormente, passou a receber acompanhamento médico. Essa história poderia ter tido um desfecho trágico. E só por isso já merece nossa reflexão profunda. Que mundo estranho estamos vivendo, não é mesmo? A internet e a inteligência artificial têm seus efeitos colaterais, e precisamos estar atentos a eles. É fundamental usar esses recursos com cuidado e sabedoria para não sofrer consequências graves.
Precisamos estar atentos ao que acontece ao nosso redor, especialmente quando se trata de pessoas jovens, ainda sem plena noção dos perigos. Podemos, sim, desfrutar do lado bom da tecnologia, mas não podemos nos permitir virar reféns dela.
Desejo que você tenha uma vida plena, real e consciente. Que esteja acordado para tudo o que acontece à sua volta. Viva bem. Viva direito.
Vou deixar aqui o link da reportagem sobre Viktoria para que você possa se aprofundar no assunto. Clique aqui.
Então, meus amigos, vamos viver e cuidar uns dos outros.
Se cuidem!
Até a próxima, gente boa.