Uma das maiores liberdades que conquistei foi me livrar do personagem, do simulacro, da ilusão, da mentira, do disfarce, do fantasma, do embuço, do encobrimento, da representação, da falsidade, do falso aspecto, da aparência enganosa ou de qualquer outro sinônimo que queira dar ao papel que nos é imposto, goela abaixo, todos os dias.
Em um mundo cada vez mais corrompido, a “necessidade” de interpretar o personagem que agrada à plateia parece real, mas não passa de encenação. Querendo ou não, esse jogo é imposto. E, infelizmente, o que mais se vê nas redes sociais é gente tentando ser o que não é. Eu também já caí nessa armadilha.
Viver uma mentira conduz ao buraco: tristeza, vida sem sentido, depressão e tantos outros problemas. Liberte-se disso!
O preço de ser eu mesmo é alto: pessoas que viram a cara, perda de “amigos”, renúncia a oportunidades em áreas para as quais me formei… Mas pago esse preço com satisfação, porque já não me importo mais com o que não me representa.
Ou você rompe o bloqueio, atravessa para a outra margem e vive a vida como ela deve ser, ou permanece preso à mentira, à deriva de si mesmo. A escolha é sua!
Criam-se narrativas apaixonadas com o objetivo de instaurar o caos para colher a desordem. Mas a verdade é uma só: a narrativa jamais se sobrepõe aos fatos. Você é aquilo que é, o que veio ao mundo para ser, e nunca o que lhe é imposto ou, até mesmo, aquilo que você se impôs numa tentativa de agradar. Não é mesmo, meu leitor?
Conselho de comunicador: conheça a si mesmo, suas forças e fraquezas; entenda o que acontece e finque os dois pés no chão da realidade. Não permita que pessoas mal-intencionadas plantem desordem dentro de você.
Como alguém disse um dia: “Podemos nos separar na política, na religião, nos esportes… no amor ou na guerra… mas, na filosofia, sempre iremos nos encontrar.”
Então é isso, meu leitor. Seja feliz, busque o autoconhecimento, tente viver perto de boas pessoas, que colocam você para cima e ajudam a ser aquilo que nasceu para ser.
Obrigado por andar comigo na garupa dessa moto filosófica (risos) e refletir comigo em Versos sobre o mundo. Ah, antes que eu me esqueça, peço desculpas porque, na segunda-feira passada, não tivemos a coluna. Muitos compromissos nessa vida de jornalista e estudante de filosofia. Você sabe como é, não é mesmo, meu leitor?
Mas estamos firmes aqui, escrevendo junto com você nessa viagem com minha moto filosófica. Vem na garupa!
Que Deus te abençoe!
Até a próxima segunda-feira, gente boa!