Versos sobre o Mundo: o professor que há em nós

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Olá, meus caros leitores! Espero que estas palavras encontrem todos vocês bem. Estamos aqui novamente para conversar um pouco, eu e você, que sempre acompanha a minha coluna. Já se aconchegue aí, pegue também um café e suba na garupa da moto filosófica, porque a partir de agora nós vamos juntos refletir em Versos sobre o Mundo.

Antes de começar, quero mandar um super abraço aos amigos de São João das Missões, cidade maravilhosa localizada no Norte de Minas Gerais. Estive por lá no final de semana passado, no aniversário da amiga Izza. Desejo novamente um feliz aniversário e deixo também um abraço ao amigo Elivaldo. É sempre especial visitar essa cidade e conhecer pessoas tão queridas. Espero voltar em breve!

E por falar na viagem… Foi durante o percurso, ainda no banco do ônibus, que tive a ideia para escrever esta coluna. A viagem de Montes Claros até São João das Missões dura cerca de 4 horas, e eu aproveito esse tempo para descansar e também para ouvir músicas. Foi nesse momento que, rolando o feed do Instagram, uma matéria chamou minha atenção: Professor italiano de 92 anos realiza o desejo de rever alunos pela última vez!

Era a história de um homem que dedicou a vida ao magistério e, já bastante idoso, tinha o sonho de reencontrar seus alunos da década de 1970. Graças ao empenho de alguns desses ex-alunos, que se esforçaram para localizar contatos, o sonho pôde ser realizado.

A vida é mesmo uma estrada, não é, meu leitor? Passamos por fases, e em cada uma delas algumas pessoas nos marcam profundamente. Quem não se lembra do primeiro professor e do quanto aquela figura foi importante para nós? Cada pessoa que cruzou nosso caminho deixou algo em nosso coração, e é isso que nos ajuda a nos formar como seres humanos. Me diga, leitor: você se lembra do seu primeiro professor?

Eu me lembro da minha. O nome dela é Zélia. Foi com ela que dei os primeiros passos, e se você agora está lendo estas palavras, saiba que existe um pouco da Dona Zélia aqui também. Será que ela imaginava que estava diante de um futuro jornalista e professor de filosofia? Acho que não (risos).

Estou prestes a concluir a faculdade de Filosofia. Fico pensando como será estar diante de uma turma, ensinando crianças sobre o pensamento filosófico. Vai ser divertido. Sei da importância que isso terá na vida delas, sei do impacto que posso causar, e é por isso que tento me cuidar, para ser o melhor possível. Quero ser alguém que transmite valores, alguém que participa da formação daqueles pequenos seres humanos que estarão diante de mim. Quero ajudar, quero formar, quero ser o melhor possível e, acima de tudo, quero sair de lá como um grande amigo.

Em um mundo cada vez mais complexo, com a internet em expansão e a inteligência artificial avançando rapidamente, a figura do professor se torna ainda mais importante. É ele quem pode mostrar o que é bom e o que é ruim; é ele quem está ali como presença humana para interagir, ensinar, orientar e acolher, e não como um robô. Porque muito mais do que conteúdos acadêmicos, o professor oferece educação.

Lembro-me de um professor que tive em um curso técnico que comecei anos atrás (mas não concluí, porque não era a minha praia). Uma frase que ele disse nunca saiu da minha mente: “Não quero ser apenas professor, mas sim um educador.”

Hoje percebo o quanto isso faz sentido. Grande Gabriel, nunca mais o vi. Quem sabe ele esteja lendo estas palavras. Te mando um grande abraço, onde quer que esteja.

Pois bem, estamos na reta final do curso. Esta semana já tem apresentação da primeira parte do TCC, e no ano que vem é o sprint final para me formar como professor de Filosofia. Acho que vou me sair bem nisso (risos).

E você, meu caro leitor, deve estar se perguntando por que estou escrevendo isso. Eu lhe respondo: porque eu sei da importância da minha missão. Sei da liderança que vou carregar, e que, de certa forma, já carrego hoje. Sei que posso influenciar pessoas. E se é assim, quero fazer o meu melhor e influenciar para o bem. Não é mesmo?

Quero terminar a coluna de hoje com uma frase que li uma vez, em algum lugar, e que guardei no coração: “Se o mundo tem problemas, eu vivo para consertar.”

É assim que quero viver. Ser como a vela que queima e se desfaz para iluminar os outros.

Ah, meus caros, antes que eu me esqueça: nesta coluna eu até ia falar sobre os perigos que a inteligência artificial está trazendo. Mas não me arrisquei. Ainda não me sinto preparado para tratar de um assunto tão sério. Talvez, com um pouco mais de estudo, eu possa voltar e contar a vocês a terrível história da menina Viktória, mas isso fica para outro dia.

Até a próxima, gente boa!

Américo Borges

Américo Borges é jornalista formado pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (FUNORTE). Com ampla experiência em comunicação, já atuou em portais de notícias, rádio e também como assessor de imprensa em órgãos públicos. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a informação de qualidade e a valorização do jornalismo regional.

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