Olá, meu caro leitor!
Olha quem apareceu novamente por aqui: eu mesmo, este jornalista que vos escreve toda semana, ou quase todas. A vida não é fácil, você sabe, e o tempo às vezes nos esmaga. Já refletimos sobre isso. Não podemos permitir que aconteça, mas somos humanos e, às vezes, falhamos. O importante é nunca desistir.
Espero que você esteja bem, que esteja lendo esta coluna em um bom momento, que estas palavras te encontrem em paz. Mas, se porventura algo difícil aconteceu com você, lembre-se: não desanime, continue. A chuva passa e o sol volta a brilhar, dissipando todas as trevas. Como diria aquela música de uma banda que não gosto muito, mas cuja letra é interessante: “Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé”. (Verso da canção “Tá escrito”, do Grupo Revelação).
Dito isso, sobe na garupa da nossa moto filosófica e vem comigo refletir em Versos sobre o Mundo.
Ainda é início de ano. Passaram-se apenas dois meses e já estamos aqui, a todo vapor: seguindo em frente, traçando metas, trabalhando, estudando… enfim, vivendo. Afinal, foi para isso que nascemos.
Lembra que, na coluna passada, eu encerrei te alertando para não cair, pois estávamos em época de Carnaval? Pois é, meu amigo, minha amiga, ali eu não falava de cair no chão ou tomar uma queda de moto. Eu falava sobre cair na alegria ilusória, na falsa alegria. Muitos de nós caímos nisso e, depois que tudo passa, chega a Quarta-feira de Cinzas… e o que acontece? Um terrível vazio.
Estar perdido na ilusão do erro é uma das maiores formas de queda. Mas tenha ânimo: é sempre possível se levantar e, a partir disso, começar a se esforçar para não cair novamente.
Se observarmos com atenção, veremos que grande parte do vazio existencial que enfrentamos não tem origem na falta de tempo, na vida corrida ou no excesso de compromissos. Esses são apenas sintomas. O problema real está na alma. Negar ou ignorar isso vai minando nossas forças e nos roubando a capacidade de aproveitar o que realmente importa na vida.
Precisamos estar inteiros naquilo que vivemos, focados nas coisas que têm valor verdadeiro. Precisamos fugir das situações de erro, não nos expor a elas. E aqui incluo, sem medo de errar, a festa do Carnaval: uma terrível exposição ao erro.
Muitos podem me criticar dizendo:
“Você diz isso porque é religioso.”
É verdade, eu sou. Mas não é preciso ser religioso ou especialista em nada para perceber que o Carnaval está longe de ser uma festa saudável. Talvez haja ali alguém de boa índole, apenas desavisado; talvez alguém levado pela cultura do lugar onde nasceu; talvez alguém que cedeu a convites de “amigos”. Ainda assim, quem reflete com profundidade entende que certos ambientes são promíscuos e devem ser evitados.
Repare bem na indecência de certas práticas. Isso é apenas uma questão religiosa? Penso que não.
É necessário pensar e, se for preciso, renunciar a certas culturas e tradições, buscando ambientes melhores, lugares que estimulem os altos instintos do ser humano. O Carnaval, infelizmente, estimula o que há de mais baixo: a promiscuidade, a falta de modéstia, o desregramento, entre outras coisas. Ou acaso estou errado, meu leitor?
Há uma frase atribuída ao arcebispo americano Fulton Sheen que diz, mais ou menos, assim: “Se existe uma coisa que é sua, e realmente sua, essa coisa é a sua vontade.”
Se a frase é de fato dele, pouco importa. O essencial é compreender que, tendo consciência e vontade própria, podemos dizer não a culturas que nos destroem espiritualmente, ainda que sejam tradições do lugar onde nascemos.
Precisamos buscar coisas mais elevadas. Esse tipo de festa é, muitas vezes, uma expressão da nossa pobreza cultural e intelectual.
Os erros podem gerar um vazio existencial, mas há esperança. Podemos nos arrepender, corrigir o rumo e não voltar a beber de água suja.
Espero que você tenha compreendido a mensagem e que estas palavras te façam bem.
Que você encontre sempre os bons caminhos da vida. E vamos juntos continuar essa viagem, refletindo em Versos sobre o Mundo.
Até a próxima segunda-feira, gente boa!