A intensificação de eventos climáticos tem levado empresas do setor elétrico a investir cada vez mais em monitoramento e prevenção. Em Minas Gerais, a Cemig mantém uma estrutura dedicada à análise das condições do tempo, que auxilia na preparação das equipes e na proteção da rede elétrica antes da chegada de fenômenos severos.
O sistema reúne diferentes tecnologias de acompanhamento climático, como radar meteorológico, rede de detecção de descargas atmosféricas e análise contínua feita por especialistas. As informações são exibidas em tempo real em um centro de monitoramento, permitindo identificar áreas com maior probabilidade de chuva intensa, ventos fortes e incidência de raios.
Com base nesses dados, a companhia emite boletins e alertas que orientam a atuação dos centros de operação. Dessa forma, equipes de manutenção podem ser posicionadas previamente em regiões com maior risco, reduzindo o tempo de resposta em possíveis ocorrências na rede de energia.
Dados da empresa indicam que, apenas em 2025, foram emitidos mais de 15 mil avisos meteorológicos voltados ao planejamento das operações. No mesmo período, o monitoramento registrou mais de 2 milhões de descargas elétricas no estado, número superior ao observado no ano anterior.
A tecnologia também é utilizada durante a estação seca, quando aumentam os focos de incêndio em áreas próximas às linhas de transmissão e distribuição. Um sistema baseado em imagens de satélite identifica pontos de calor a até 1,5 quilômetro das estruturas da rede elétrica.
Quando há risco de queimadas nas proximidades, alertas são enviados automaticamente aos centros de operação da companhia. A partir dessas informações, equipes podem realizar inspeções e adotar medidas preventivas, como ajustes no sistema elétrico ou transferência de cargas para outros circuitos.